Quem tem fome tem pressa: as respostas lentas do Estado frente à ameaça do Covid-19 nas periferias
- Luísa Fernandes
- 8 de jun. de 2020
- 2 min de leitura
O texto do Observatório das Metrópoles fala, se apoiando também em outras bibliografias, sobre como as famílias de baixa renda e em situação de vulnerabilidade acabam sendo afetadas com maior intensidade em tempos de Coronavírus e de isolamento social, desmistificando a ideia de que esta seja uma crise democrática. Essas famílias frequentemente vivem em assentamentos informais, sem acesso à rede de água e saneamento básico, em moradias com pouco arejamento e com membros da família tendo que dividir cômodos, inclusive os idosos. Também é abordada a questão dos trabalhadores informais, que muitas vezes não tem reservas financeiras e se vêem obrigados a se expor ao trabalho nesse contexto. Além disso, é destacado o recorte de gênero e raça das vítimas do vírus, sob diversos aspectos. As mulheres, por exemplo, vêm sofrendo com o aumento nos números de violência doméstica durante o isolamento social, além de constituírem a maioria dos profissionais da saúde na linha de frente e dos trabalhadores informais brasileiros.
Nesse cenário, os debates sobre a crise urbana emergem em toda a sua plenitude, num contexto em que a crise sanitária amplia as desigualdades sociais, atingindo principalmente a população de baixa renda, mas, em última instância, toda a população de maneira geral, visto que a desigualdade no acesso à saúde é um problema de todos, como é colocado pelos autores. O texto também aborda como o Estado, nas esferas federal, estadual e municipal, vem atuando na proteção da população mais vulnerável frente à crise da Covid-19. Destaca-se o posicionamento e algumas decisões irresponsáveis do governo federal - inclusive de retração de políticas públicas -, principalmente ligados ao Presidente da República, e a insuficiência de determinadas ações do governo do estado e do município, tomando como exemplo o Rio Grande do Norte e a cidade de Natal. Cria-se, como aponta o texto, uma lacuna entre a urgência de algumas necessidades básicas e o momento de implementação de medidas institucionais. Essa situação faz despontar a ação de iniciativas e redes de solidariedade da sociedade civil, muitas vezes organizadas pelas próprias organizações territoriais que estão necessitando de doações, que procuram dar apoio à população em situação de vulnerabilidade, e, paralelamente, reivindicar medidas do Estado.
Este é um resumo do texto publicado pelo Observatório das Metrópoles.





I found the post about hunger during the COVID-19 crisis in Brazil very powerful because it highlights how people in poorer neighborhoods faced urgent needs while government responses often came too slowly. The article explains that communities with limited housing, income, and services were hit hardest, which pushed many local groups to organize food aid and support for vulnerable families. I remember reading topics like this during a stressful semester when I had to rely on online course takers to keep up with my assignments. It made me reflect on how support systems matter when people face difficult situations.