• Luísa Fernandes

Quem tem fome tem pressa: as respostas lentas do Estado frente à ameaça do Covid-19 nas periferias

O texto do Observatório das Metrópoles fala, se apoiando também em outras bibliografias, sobre como as famílias de baixa renda e em situação de vulnerabilidade acabam sendo afetadas com maior intensidade em tempos de Coronavírus e de isolamento social, desmistificando a ideia de que esta seja uma crise democrática. Essas famílias frequentemente vivem em assentamentos informais, sem acesso à rede de água e saneamento básico, em moradias com pouco arejamento e com membros da família tendo que dividir cômodos, inclusive os idosos. Também é abordada a questão dos trabalhadores informais, que muitas vezes não tem reservas financeiras e se vêem obrigados a se expor ao trabalho nesse contexto. Além disso, é destacado o recorte de gênero e raça das vítimas do vírus, sob diversos aspectos. As mulheres, por exemplo, vêm sofrendo com o aumento nos números de violência doméstica durante o isolamento social, além de constituírem a maioria dos profissionais da saúde na linha de frente e dos trabalhadores informais brasileiros.

Nesse cenário, os debates sobre a crise urbana emergem em toda a sua plenitude, num contexto em que a crise sanitária amplia as desigualdades sociais, atingindo principalmente a população de baixa renda, mas, em última instância, toda a população de maneira geral, visto que a desigualdade no acesso à saúde é um problema de todos, como é colocado pelos autores. O texto também aborda como o Estado, nas esferas federal, estadual e municipal, vem atuando na proteção da população mais vulnerável frente à crise da Covid-19. Destaca-se o posicionamento e algumas decisões irresponsáveis do governo federal - inclusive de retração de políticas públicas -, principalmente ligados ao Presidente da República, e a insuficiência de determinadas ações do governo do estado e do município, tomando como exemplo o Rio Grande do Norte e a cidade de Natal. Cria-se, como aponta o texto, uma lacuna entre a urgência de algumas necessidades básicas e o momento de implementação de medidas institucionais. Essa situação faz despontar a ação de iniciativas e redes de solidariedade da sociedade civil, muitas vezes organizadas pelas próprias organizações territoriais que estão necessitando de doações, que procuram dar apoio à população em situação de vulnerabilidade, e, paralelamente, reivindicar medidas do Estado.



Este é um resumo do texto publicado pelo Observatório das Metrópoles.


Link para o texto original: https://www.observatoriodasmetropoles.net.br/quem-tem-fome-tem-pressa-as-respostas-lentas-do-estado-frente-a-ameaca-do-coronavirus-nas-periferias-do-brasil/?utm_source=Facebook&utm_medium=Post&utm_campaign=Facebook_628&utm_content=As%20respostas%20lentas%20do%20Estado%20frente%20%C3%A0%20amea%C3%A7a%20do%20coronav%C3%ADrus%20nas%20periferias%20do%20Brasil&fbclid=IwAR30QmkSNVQ6mnVnULQNyGFSpUCog-SNpBMokBdMaFloh1NfiphlmLuQvLE


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